A
Cidade nasceu com o nome de Boca da Mata, batizada pelos viajantes
que descansavam no local.
A “Boca da Mata”, como era conhecida a cidade de
Nossa Senhora da Glória, a 126 quilômetros da capital,
originou-se de uma parada para descanso de viajantes. Como existia
uma densa mata naquele local, os boiadeiros, que passavam tangendo
o gado, preferiam esperar o dia chegar para continuar a viagem.
Então, por volta de 1600 a 1620, os ranchos deles acabaram
formando a povoação.
A primeira denominação, dada justamente pelos
viajantes, só foi mudada pelo pároco Francisco
Gonçalves Lima, quando fez campanha com a comunidade
para comprar a imagem de Nossa Senhora da Glória. O município,
que ficou conhecido como a “Capital do Sertão”,
tem a maior feira da região e acabou atingindo um desenvolvimento
muito maior que a sua antiga sede, Gararu.
A evolução política de Boca da Mata iniciou-se
em 1922, quando a povoação passou a ser sede do
2º Distrito de Paz de Gararu, já com a denominação
de Nossa Senhora da Glória. Seis anos depois, no dia
26 de setembro, passou à condição de vila
e foi desmembrada de Gararu. Nessa época o município
passou a pertencer à Comarca de Capela.
No dia 1º de janeiro de 1929, a vila teve como primeiro
intendente João Francisco de Souza, que construiu a prefeitura.
Ele foi eleito para o período de 1930 a 1934, mas teve
o mandato interrompido pelo movimento revolucionário
de 1930.
PROLONGADAS
SECAS
Além
das prolongadas estiagens ocorridas na região, Glória
teve o progresso prejudicado também pala invasão
dos cangaceiros comandados por Lampião. Muitos proprietários
abandonaram as terras para se livrar dos saques dos bandidos,
que também praticavam crimes hediondos, chegando a chacinar
famílias inteiras.
Os cangaceiros recebiam ajuda de habitantes coiteiros que os
ajudavam apenas com interesse de comprar as terras abandonadas
por preços irrisórios. O desenvolvimento de Glória
só teve andamento com a construção da rodovia
ligando o município a Nossa Senhora das Dores.
Com isso houve a facilidade de penetração da volante
na região e a conseqüente debandada dos cangaceiros.
A partir daí o município voltou a crescer, tendo
a economia baseada na criação de gado e nas culturas
agrícolas.
Finalmente, no dia 29 de março de 1938, a vila foi elevada
à categoria de cidade. Com a criação de
novas Comarcas, em 1945, Glória passou a pertencer judicialmente
a Dores. Em 24 de julho de 1957 foi criada a Comarca de Nossa
Senhora da Glória.
CULTURA
E ECONOMIA
Por
estar situada no sertão, ainda hoje é comum encontrar,
principalmente na feira realizada aos sábados, homens
caracterizados de vaqueiros. Entre os principais eventos do
município estão a festa da padroeira Nossa Senhora
da Glória, comemorada com missa e procissão no
dia 15 de Agosto, e o evento “O Homem mais feio do sertão”,
promovido por Marujo, que já entrou para o calendário
do município, além destes o Forró da Paz,
promovido pela Câmara de Dirigente Lojistas e a Prefeitura
Municipal.
O Gloriense é um povo muito religioso, predominando no
município o catolicismo. A Igreja Matriz, que passou
a ser paróquia em 1959 e teve como primeiro pároco
José Amaral de Oliveira, foi construída em terreno
doado por um senhor conhecido apenas por Xixiu.
O interesse pela música surgiu em 1918, quando foi criada
a banda, com 19 componentes, que tocava nos desfiles de 7 de
setembro. Surgiu o “Musical Syrius, Tenente, Musical Opção,
Jarbas Moreno, Bráulio, Banda Swing Mania. E mais recentemente
estào despontando com muito sucesso a Banda de Forró
Maçã com Mel e Os Carinhas do Samba”.
FILHOS
ILUSTRES
Sergival
Cantor e compositor, desenvolve trabalhos na área da
literatura, tatro e fotografia. É membro do Mac da Academia
Sergipana de Letras e da Asafoto. Em 2000 esteve em Cuba representando
o Estado em encontro internacional de cultura popular. Conquistou
o prêmio “O Capital” como o músico
do ano, e também recebeu a Comenda do Mérito Cultural
Ignácio Barbosa.
Artesão Veio Um dos mais importantes artistas populares
do Estado de Sergipe. Seu trabalho em madeira corre o mundo
e boa parte está exposto em museu ao ar livre num terreno
que pertence à sua família em Nossa Senhora da
Glória.
José Augusto de Andrade Lima - Médico veterinário,
funcionário do ministério da Agricultura.
José Carlos Souza - Ex-Conselheiro do Tribunal de Contas
do estado e ex-Deputado Estadual.
Eraldo Aragão - Presidente do Pronese (Projeto São
José)
Boguito Jogador profissional. Jogou no Itabaiana, Sergipe e
Vitória da Bahia.
Tailson - nasceu em monte Alegre, foi para Glória ainda
bebê. Foi revelado no Dorense, jogou no Vitória
da Bahia, 15 de Piracicaba, fora do Brasil e no Botafogo do
Rio.
Pedro Alves Feitosa - Foi o primeiro tabelião do município
e delegado de polícia.
Milton Menezes - coronel do Corpo de Bombeiros.
Padre Leon Gregorie - Apesar de ser natural da Bélgica,
foi para Glória na década de 70 e fez um grande
trabalho assistencialista no município. Construiu asilo,
escola, creche, mantendo fardamento, material escolar e alimentação.