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11/12/2008 - 11h15
Considerações Sobre A Violência Urbana Na Atualidade
Segundo o Aurélio (dicionário da língua portuguesa), violência é: “ato violento ou ato de violentar”. Numa definição mais opulenta do termo, entende-se por violência a prática de um comportamento agressivo, por parte de um indivíduo que causa dano a outro ser vivo, ou até mesmo objeto e se materializa através do uso excessivo da força física e/ou mecanismos que causam dano físico. Trata-se de um comportamento agressor e transgressivo que resulta em um grave problema social que vem desencadeando-se ao longo dos tempos.
A violência se personifica de diversas formas e pode ser caracterizada igualmente: violência contra a mulher, violência moral, violência sexual, violência contra a criança e o idoso, entre outras. Cabe salientar que essas diversas formas de violência podem ser observadas em vários espaços, sendo o meio urbano o mais propicio para o desencadear destes atos. Destarte, todo esse conjunto de violências pode ser inserido no âmbito da violência urbana.
Fenômeno disseminado em grandes cidades, a violência urbana é determinada por valores culturais, sociais, econômicos, políticos e morais de uma sociedade. De forma mais específica, pode-se associar alguns problemas e práticas que contribuem como o crescimento da violência urbana: desestrutura familiar, desemprego, tráfico de drogas, discussões banais, entre outros. Hoje, a violência urbana não é uma preocupação exclusivamente brasileira, mas sim uma questão que preocupa tanto os países em desenvolvimento como os desenvolvidos.
Todavia engana-se quem acredita que o fenômeno da violência urbana está restrito aos grandes centros. Esse problema pode ser observado também em pequenos centros urbanos, como o caso da cidade de Itabaiana – SE, onde recentemente as manchetes dos jornais mostraram um aumento no número de assaltos, homicídios e outros atos de violência, o que deixa a população apreensiva. Isso comprova que a violência tem tomado proporções gigantescas e atualmente é configurada como um “morbus social” que carece de uma solução urgente.
Como conseqüências da violência urbana, podemos citar inúmeros exemplos de atrocidades cometidas diariamente, noticiadas pelas redes de televisão, rádios, jornais e revistas, como: seqüestros e assaltos nas grandes metrópoles, estupros de crianças, assassinatos em série, entre outros, que causam pavor na sociedade, como o caso do garoto João Hélio, que foi arrastado vivo por um carro na periferia do Rio de Janeiro. Além da conseqüência social, cabe salientar ainda a conseqüência econômica que a violência urbana gera aos cofres públicos, uma vez que, na tentativa de amenizar os problemas resultantes da violência, investimentos que poderiam ser aplicados em políticas de promoção do bem-estar social, acabam sendo “aplicados” em segurança.
Na tentativa de descortinar a face da violência urbana e suas causas e conseqüências, percebe-se que este é um problema que nos últimos anos têm transbordado os limites dos grandes centros urbanos, e atinge cada vez mais, pequenas cidades do interior do país. Cabe lembrar também que o problema da violência urbana não é uma exclusividade do Brasil ou dos países subdesenvolvidos, ou seja, até mesmo nos países com melhores padrões econômicos e com melhores indicadores sociais a violência urbana é uma realidade que ganha cada dia mais espaço. A solução para o problema da violência urbana envolve não apenas a questão da segurança pública, mas também questões como melhoria do sistema de educação, moradia, oportunidades de emprego entre outros fatores e requer uma grande mudança nas políticas públicas e na sociedade como um todo.
Por:
Caio César Santos Gomes
Graduado em História (UNIT). Pós-graduando em Ensino de História: novas abordagens – Faculdade São Luís de França (FSLF).
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01/09/2007 - 11h14
O diabo nem sempre veste prada.
Em certo país existia um pregador que, de tão fervoroso em suas homilias, arrastava milhares de seguidores e convertia a muitos que escutavam as suas palavras. Ao ouvir o que dizia o santo homem, muitos deixavam suas vidas de transgressões e se transformavam em pessoas honestas e fieis seguidoras do evangelho, porém, como já se sabe que ninguém agrada a todos, logo a fama do tal homem chega às profundezas do inferno onde vive o chefe das danações e lá causa grande descontentamento.
Ao saber que estava perdendo muitos dos “seus” na terra, Mefistófeles convocou seus demônios numa reunião e decretou que as pregações deveriam ter um fim. Como? Perguntou um dos anjos maus. Simples! Disse Satanás. Lembre-se que ele ainda é um homem e como tal tem suas fraquezas, logo, basta encontrar qual é a dele e atacar neste ponto. Como sabemos todo homem gosta de mulher, enviemos uma pra ele e veremos se ele não cai em tentação. Dito e feito. Um dos demônios transfigurou-se numa bela jovem e foi encontrar com o santo homem. Lá chegando ao sentir o familiar cheiro de enxofre o religioso disse: vai de retro satanás! E como fumaça o demônio sumiu.
Ao contar o fracasso o inferno estremeceu com o brado de Azazel: maldição! Não desistiremos – disse ele – vamos tentar outra coisa, a experiência nos diz que todo homem gosta de dinheiro, vamos oferecer um montante tão grande que logo ele virá ser um dos nossos, e de novo um demônio se disfarça, só que dessa vez ele se vestiu de empresário e, com uma mala cheia de dinheiro, foi tentar sua vítima. Ao sentir novamente o cheiro de enxofre o religioso disse mais uma vez: vai de retro satanás! Terremoto no inferno. Satanás aos berros disse: bando de incompetentes! Vou eu mesmo ter com esse homem e vamos ver se ele é tão poderoso assim.
Para disfarçar o cheiro de enxofre ele tomou banho de um forte perfume e foi conversar com o religioso. Ao chegar lá o homem viu os cascos no lugar dos pés do diabo e quando estava enchendo os pulmões para disparar o seu “vai de retro satanás” o diabo disse: calma amigo! Não precisa nada disso. Eu vim em paz. Eu quero apenas lhe dizer que eu me rendo, que você venceu. Sua sabedoria e força estão muito acima das minhas. Por isso eu vim apertar a sua mão. Ao ver a mão do diabo estendida o homem titubeou, mas, apertou sua mão. Satanás perguntou: amigos? E o homem respondeu: sim...
Embora pareça uma mensagem religiosa ressalva-se que não é esta a intenção aqui, todavia, não se pode deixar passar desapercebida a lição incrustada nessa história. As “tentações” que não raras vezes encontram-se no caminho nem sempre vêm seguidas de um cheiro de enxofre ou outro qualquer, nem mesmo são feitas por seres do mal que tem como razão de existir a eterna perseguição ao ser humano. As perseguições das mais diversas advêm, na maioria das vezes, daqueles que estão no mesmo plano material ou espiritual que o nosso.
Ao apertar a mão do inimigo e declarar amizade a ele o quase sábio homem fez exatamente o que seu predador queria: abaixou a guarda. E também escancarou sua fraqueza: a vaidade. Com isso fez com que seu adversário pudesse ganhar a sua confiança.
Nos mais variados ambientes há pessoas sempre dispostas para o embate direto pelos mais variados motivos. Seja uma promoção no trabalho ou uma vaga no estacionamento, paquerar aquela secretária bonita ou sentar-se ao lado do chefe no almoço. As disputas estão presentes no cotidiano desde sempre e, para que haja nesta luta vencedores e vencidos, o estudo do adversário é sempre necessário para que seus pontos fracos sejam atingidos na hora certa. Por mais maquiavélico que pareça a realidade é que os “demônios” sempre estarão presentes nas disputas que se empreende seja lá em que lugar ou por qual motivo for.
Por: Maxuell Santana
Bacharel em Ciências Contábeis
Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior
Colunista do Jornal de Jequié
Colunista do site: www.jequie.info
E-mail: maxjequie@hotmail.com
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02/04/2007 - 19h22
Violência - Se a resposta vem do alto estamos perdidos
Em algum momento dos últimos meses ao assistir, ler ou ouvir ao noticiário você sentiu como se estivesse vendo um filme de terror? A mais ou menos um mês atrás o Brasil indignava-se com o assassinato brutal do garoto João Hélio de apenas seis anos que foi arrastado por quilômetros do lado de fora do carro da família que acabara de ser roubado. Tomou conta também do noticiário à história da garota carioca que fora alvejada pelas costas enquanto passava na rua, tal incidente deixara uma seqüela grave: a menina dificilmente voltará a andar. Ainda mais recentemente uma menina de um ano e sete meses foi encontrada agonizando numa piscina batismal de uma igreja Adventista, a criança chegou sem vida ao hospital e lá foi constatado que ela havia sido estuprada e asfixiada. Estes são apenas alguns casos dentre tantos que caíram na rotina ao ponto de não serem nem mais manchetes.
Após muita pressão por parte da mídia os doutos de Brasília movimentaram-se no sentido de oferecer mecanismos que freassem a criminalidade e restabelecesse a paz à sociedade. Dentre as alternativas encontram-se pontos pra lá de discordantes pela sua complexidade como é o caso da redução da idade penal de 18 para 16 anos.
Muitas autoridades no ramo jurídico dizem que o código penal brasileiro é um dos mais atuais e austeros do mundo. Sem lisonjeio, porém cabe a pergunta: Se somos tão avançados assim no trato com a criminalidade, porque vivemos nesta guerra civil não declarada a anos com milhares de baixas civis inocentes? Simples! O avanço penal das leis brasileiras encontra-se apenas no papel. É sabido que o sistema penitenciário no Brasil é ineficiente até mesmo para fazer com que o preso cumpra a sua pena sem que fuja antes. É sabido também que as penitenciárias brasileiras são depósitos humanos superlotados que fogem do principio básico de sua finalidade que é o de ressocializar o infrator e devolvê-lo a sociedade.
O povo colhe hoje o que foi semeado por décadas pelos governos incompetentes que administraram esta nação. Os crimes que assistimos hoje pela televisão extrapolam os conceitos de furto e assalto. O que se vê é barbárie. Pessoas sendo queimadas vivas dentro de ônibus, alvejadas por balas perdidas dentro de suas próprias casas. A violência desce dos chamados bolsões de miséria e arma a sua tenda no pátio da classe média.
Outro dia, em entrevista, ao ser questionado sobre a criminalidade que assola o país, o ex.mo Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que: “muitas vezes a violência é questão de sobrevivência”. É essa a filosofia do operário-presidente. A de não entrar em conflito nunca. Como sociedade é inconcebível dar algum crédito as palavras do presidente. Em síntese ele quis dizer que estamos entregues a nossa própria sorte. Numa selva sem leis e sem limites. Onde tudo é permitido em nome da sobrevivência, até mesmo roubar e matar.
Em outro momento Lula dispara mais uma das suas tão famosas frases de impacto: “Quem não acredita no Brasil, vá embora!” Bem que gostaríamos de acreditar presidente... Mas, sinceramente, não dá.
Por: Maxuell Santana
Bacharel em Ciências Contábeis
Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior
Colunista do Jornal de Jequié
Colunista do Site: www.jequie.info
E-mail: maxjequie@hotmail.com
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